1. A moça popular e fresca decide ter uma aventura especial na cidade grande. 2. O pobretão aventureiro mostra a vida como ela é e os encantos de ser pobre e feliz. 3. Eles se apaixonam. 4. Ela descobre que o pobretão tem intenções escusas. 5. Eles brigam. 6. Eles ficam juntos – e esse é sempre o final, certo?
Normalmente sim. Em 1783468274356 dos filmes que passam na Sessão da Tarde, o casal fica junto no final - e é por isso que não escrevemos sobre esses filmes neste site, especificamente.
Mas no incrível A Princesa e o Plebeu, as coisas saem diferentes. Audrey Hepburn é uma princesa entendiada que foge de casa e passa um dia em Roma, com jornalista pobretão, Gregory Peck. Eles se envolvem em várias aventuras, devidamente registradas por Gregory, que vai vender como matéria de jornal de fofocas depois. Eles se apaixonam, se despedem, Gregory se arrepende da matéria, toma um prejuízo, não Pecka com a Audrey e vai embora sozinho no final.
Stephen (Ryan Gosling) é o segundinho do gerente de campanha
de Mike Morris (George Clooney), governador da Pennnnnnsylvania e candidato à
presidência. Mike Morris é tipo um Obama branco, todo carismático, mas ainda
precisa de muito mais que isso pra ser eleito.
Num dia de trabalho normal, o Ryan Gosling tá lá sentado e,
pra variar, a bonitinha do filme o convida pra jantá-la. Depois de nove
meses uma semana você vê o resultado. Ela fica grávida, mas é do Mike. A
menina é filha do presidente do comitê do mesmo partido do candidato que a engravidou,
já pensou?
Paralelamente a isso, Stephen tá se ferrando com uma
jornalista mala, por que vazou a história (real) de que ele foi se encontrar
com o gerente da campanha do rival, e ele acaba sendo demitido.
Quando a buchuda descobre que ele foi demitido, acha que ele
vai expor a história toda e se mata.
Stephen não aceitou muito bem a demissão, então aproveita
pra chantagear o candidato e fala:
Manda embora o cara que me mandou embora
Me coloca no lugar dele
Pede o apoio do cara que você não queria pedir,
daí a gente ganha
Você engravidou a estagiária e ela abortou, mas EU VOU CONTAR PRA
TODO MUNDO
É isso. O governador faz tudo o que foi mandado, ganha as
eleições primárias, e o filme acaba com um close na cara do Ryan Gosling em
crise existencial. O filme é legal.
...mas o Sherlock acaba aparecendo de novo na última cena. O novo Sherlock Holmes – Jogo das Sombras termina assim. Basicamente, o que acontece é:
- Watson está escrevendo histórias sobre Sherlock – que está semi-psicótico e obcecado em uma imensa teoria da conspiração contra seu arqui-inimigo, o professor Moriarty. Eles se encontram e o professor ameaça Watson, que por sua vez, está se casando e saindo de lua-de-mel, estranhamente para Brighton.
- Holmes o salva de assassinato no trem.
- Eles saem para uma última jornada.
- Conhecem uma cigana.
- Sherlock é um gênio, psicótico e com poderes sobrenaturais que consegue deduzir absurdos.
- Eles descobrem que Moriarty comprou todas as maiores empresas do mundo em artilharia e medicina de guerra. Para ganhar com isso, está promovendo ataques à bomba que podem causar os mal-entendidos que fariam eclodir a primeira guerra mundial.
- Eles fogem em uma ótima cena na floresta. Se machucam, mas fica tudo bem.
- Eles vão para uma conferência de paz na Suiça.
- O irmão da cigana vai matar o embaixador alemão.
- Ele é o cara da esquerda, de bigodes à tirolesa.
- Ele não mata o embaixador.
- Sherlock e Moriarty jogam xadrez. Holmes, claro, ganha a partida e conta para Moriarty que conseguiu roubar toda a sua fortuna.
- Eles entram em uma simulação de combate própria de gênios e descobre-se que Moriarty ganharia de Sherlock em uma briga.
- Holmes pula da sacada, se matando junto com Moriarty.
- Watson fica muito triste. Eles enterram Holmes.
- O filme retorna ao início, com Watson escrevendo homenagens homoafetivas para Holmes.
- O detetive está fantasiado de cadeira, logo à frente de Watson.
- Ele coloca uma interrogação no texto do Watson, que dizia "The End".
O filme tem um roteiro péssimo, mas incrivelmente bem dirigido pelo Guy Ritchi, o eterno marido da Madonna. Ah, a Rachel Adams morre nos primeiros 10 minutos, assassinada pelo Professor Moriarty.
Não é um filme porno, é pior. Os heterosexuais vão se contorcer com uma versão demoníaca do hino americano cantada por um personagem que usa o cu do outro como microfone durante um 69 triplo (696?) e um grotesco auto-cumshot. Homosexuais, por outro lado, se irritarão com a quantidade de bom – e cristão — sexo entre homens e mulheres.
O viado principal filma tudo o tempo inteiro. É uma video-carta suicida pro namorado. O suicídio não acontece pois ele é salvo pelo misterioso voieur que acaba comendo ele no fim (ele é virgem do ânus).
Tudo isso acontece numa espécie de clube de swing que dá nome ao filme.
P.S.: Tenho certeza que você, punheteiro, vai desconsiderar o fato de saber como o filme termina agora que assistiu o trailer acima, mas vai se arrepender. Garanto que atores pornográficos atuam melhor que os amadores que participaram deste filme e que tem muito filme de putaria por aí com direção de arte melhor que este.
Os Imortais começa mostrando o embate que acontece "desde que a Terra ainda era jovem". Imortais lutando entre si, após descobrirem que um poderia matar o outro. Dos sobreviventes, os vencedores foram declarados Deuses e os derrotados Titãs, que foram aprisionados. Talvez, uma paródia com os bandidos dos tempos modernos. Os branquinhos, bonitinhos, detalhes dourados, de gola branca e escolhidos pelo povo são tratados como deuses. Os escurinhos vão pra cadeia e vivem lá eternamente até conseguirem fugir. Sim, mais para o final eles fogem. Eles SEMPRE fogem...
Para libertar os Titãs, somente uma arma poderosa. O Arco de Épiro, que o Rei Hipérion (Mickey Rourke) deseja encontrar para libertar estes imortais e tocar o terror na Terra (aliás, não entendo porquê até hoje os Deuses insistem em deixar à disposição artefatos que possam acabar com os planos deles mesmos. Deuses e suas manias estranhas, vai entender). Logo no começo do filme, vemos a Oráculo (que, para ter as visões do futuro, NUNCA teve "contato que envolva penetração" com nenhum homem) e, em suas visões, ela vê o Rei Hipérion libertando "os manos imortais". Então CLARO que isso vai acontecer. Tá no trailer, inclusive, a luta entre os Imortais. Ah! E Teseu, o mocinho, "come" a intocável Oráculo, gera um filho nela (só descobrimos isso no final) e realiza o sonho de sua mãe de ter um neto. Embora a mãe de Teseu tenha morrido na metade do filme nas mãos do próprio Hipérion e não tenha vivido o suficiente para ver isso.
O filme lembra muito Cavaleiros do Zodíaco (falando sério mesmo). Tem os Deuses Zeus, Atena, Apolo, Poseidon... vestindo armaduras de ouro e lutando como se movessem mais rápidos que a velocidade da luz. O Arco de Épiro lembra o arco do Sagitário. E Teseu, o mocinho que começa incrédulo e depois (óbvio) passa a acreditar, que recebe toda ajuda possível dos Deuses para evitar a merda toda, como não lembrar do Seya. Aliás, Teseu luta para proteger seu povo, apanha quase até a morte e vence no final o Rei Hipérion. E, no seu leito de morte, é abençoado com a vida eterna pelos Deuses. Valeu a pena ver em 3D.
O cara principal (James Franco) é um cientista procurando a cura do Alzheimer pois seu pai sofre da doença e é total retardado. Claro está que gente retardada sempre morre nos filmes. Aí, ele decide experimentar uma possivel cura em macacos no laboratório. A experiência dá o pau e todos os macacos são mortos. Sobra um bebê que ele leva secretmente para casa e cria como cobaia de seus testes. Acontece que 5 anos depois o macaquinho vira quase gente e ataca o vizinho. Levado para um cativeiro de macacos, o macaquinho - César - elabora um plano de destruir a cidade inteira, liderar todos os macacos dela, e ser livre de humanos e armas. Chega mesmo a FALAR. Daí em diante, o filme é só clichê e destruição e no final os macaquinhos ficam vivendo em liberdade numa floresta com árvores de 3km de altura. A namorada do cara (Freida Pinto) fala ao todo no filme, umas 15 palavras, com certeza o melhor papel da trama. Vale também mencionar o loirinho rival do harry potter que faz um excelente papel nesse filme, morrendo eletrocutado com uma "varinha mágica" na mão.
Nada daquilo que foi publicado vale. O filme é uma comédia romântica, dos anos 80, aos moldes de "Little Miss Sunshine".
Tanto metaforicamente como narrativamente, "The Shining" é um filme leve, como toda e qualquer comédia romântica que há, sobre uma família que tem seus problemas de relacionamento e, passando algum tempo juntos, os conflitos aumentam para, logo na seqüência, se dissiparem e mostrarem o verdadeiro valor da família.
E realmente mostra, na maneira que Jack consegue lidar com sua frustração como escritor, vendo em seu filho, uma criança muito dotada, a possibilidade de sucesso; em sua esposa, uma mulher preocupada com o sucesso do marido, companheira e muito, mas muito sagaz e esperta. E, no final, todos vivem felizes para sempre, como em toda comédia romântica. Essa luz que aparece no final é justamente o ponto alto do filme. "O ILUMINADO".